sexta-feira, 11 de junho de 2010

De volta o que nos foi tirado





Passados 46 anos da revolução de 64, ainda podemos notar os reflexos dos acontecimentos que a revolução ocasionou. O golpe que destituiu o presidente Jango e instalou o regime militar, deixando o país sem voz, recluso, com pessoas sendo perseguidas, torturadas e presas, deixou suas marcas até hoje. Com a pressão externa, principalmente dos EUA, grandes empresas americanas vieram para o Brasil e Permearam sobre a cultura brasileira, uma forma de vida americanizada. É fácil notar como isso se reflete muito nos tempos atuais. Nas roupas, nos filmes, hábitos e muitas outras coisas que marcam presença no cotidiano da população e a maior parte das pessoas não se dão conta de toda essa influência americana que descaracteriza a cultura local. Além disso, podemos dizer que os movimentos sociais e estudantis não são tão observados na atualidade por conseqüência da repressão imposta pelo governo militar. Um dos principais motivos que levaram as forças políticas a optarem pelo golpe de estado foi a interrupção das reformas sociais, principalmente a reforma agrária. Isso fez com que atitudes drásticas fossem tomadas contra os movimentos organizados pela população, como exílio, a proibição de manifestações sobre assuntos políticos e a censura a imprensa. Os resultados disso tudo é evidente ainda hoje.
Muito do que mudou, no país, não tem volta. A cultura americana impregnou de tal maneira que já se tornou e se misturou com a brasileira. O consumo externo se tornou inevitável, mas tem que ser calculado. Já os movimentos sociais precisam voltar a aparecer, porque quem faz um país não são os líderes e sim o povo.

Desperdício! Podemos evitar



É incrível, mas é verdade. Apesar do desperdício de água ser um problema mundial e notório, sobre o qual todas as pessoas tem conhecimento, o mau uso deste recurso continua impregnado na cultura rio-pretense.

A população de Rio Preto desperdiça, todos os dias, 20 milhões de litros de água. Para se ter uma ideia, este volume é suficiente para abastecer Fernandópolis e Mirassol juntas. O valor pago de tarifa de água em Rio Preto é infimo. A cidade possui a 4ª tarifa mais barata do Brasil. Parece até piada. Pagamos impostos de tudo que consumimos, mas um dos recursos naturais essencial para sobrevivência humana e que está em escassez, sai praticamente de graça. Na verdade, sai de graça. O consumidor só paga pelo tratamento da água e não pelo consumo dela.

O baixo custo do produto não deveria ser um dos motivos pra tanto desperdício, mas é. Se a conscientização ainda não faz parte do cotidiano rio-pretense, então uma das soluções pra diminuir o desperdício é o aumento da tarifa. Quando isso acontecer, as pessoas vão começar a pensar mais sobre assunto. Entretanto, é uma atitude impopular e nenhum prefeito vai aumentar o valor consideravelmente. Outra alternativa, é a cobrança de multa caso o morador seja pego lavando calçadas ou carros. Essa já é uma medida adotada pela cidade, mas que ainda não foi posta em prática. Até hoje nenhum morador foi multado.

O ideal seria a reeducação da população e uma mudança radical na cultura local. É através da educação que vamos aprender a pensar verde, de maneira racional. Temos que mudar nosso modo de vida e evitar o uso da água para coisas dispensáveis.